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A morte é uma das grandes forças da natureza, aliás, ela ajuda a compor a vida, pois, para algo ganhar vida, precisa antes da morte, não necessariamente a física, mas também a simbólica. Essa morte figurada é também representada pela transformação, pelo descanso, pela pausa antes do impulso.

A morte, se formos analisar de uma forma mais profunda, não existe, tão somente, isolada, mas sim, em conjunto com o (re)nascimento. Um exemplo disso, é o próprio bebê, que antes de nascer para o plano físico, morre no astral, simbolicamente claro. Pois, deixa para traz sua antiga vida, para viver uma outra, ou então, a natureza que se deixa morrer no inverno, para renascer de forma intensa na primavera e verão.

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O que não se transforma, passa a viver estagnado, tomamos o exemplo de uma água, que ao ser deixada parada, passa a apodrecer. O mesmo ocorre conosco, quando ficamos muito tempo sem nos reinventarmos, a vida passa a nos mostrar padrões de repetições, que nem sempre são tão agradáveis, que muitas vezes nos travam a vida e até mesmo o organismo.

Se você está vivendo uma fase meio travada na sua vida, sentindo os mesmos conflitos e sentimentos, percebendo padrões repetitivos que não consegue compreender, ou se você perdeu o tesão pela vida, se anda sem vitalidade, sem vontade, sem criatividade, é bem provável de que esteja na hora de você se transformar.

Mulher sentada  em um banco de madeira olhando para o pôr do sol
Sage Friedman/Unsplash

Deixar a vida fluir, com a morte, nem sempre é uma tarefa fácil, porém, é necessária. Todavia, esse movimento nos convida ao desapego. Soltura do que já não nos serve mais.

Na cultura e filosofia hindu, existe um deus chamado Shiva, esse deus, em conjunto com a sua polaridade feminina Kali, carrega a energia da destruição, da renovação. Shiva, com sua dança cósmica, mata e destrói tudo o que vê pela frente, ele, literalmente, dança com a morte. Em analogia, devemos aprender com Shiva e Kali como destruir tudo aquilo que nos consome, que nos tira a vitalidade; utilizando da nossa criatividade.

A psicologia Junguiana nos explica que quando utilizamos da arte, da dança, da poesia, da expressão seja ela qual for e da criatividade no geral, conseguimos “expurgar” algumas energias estocadas, em conjunto, damos voz a nossa alma, ao nosso Eu maior (Self) e, portanto, conseguimos nos transmutar, transformar padrões “não mais necessários”. Todavia, podemos fazer isso da nossa forma e diariamente.

Livro aberto em uma mesa de madeira
Ergita Sela/Unsplash

Quando temos sonhos envolvendo morte, brigas, medos, conselhos; quando nos encontramos sem rumo, com tédio e conflitos internos; quando estamos à beira de desistir de nós mesmos, cansados e com desânimo; quando nos entregamos a vícios, a entretenimentos que já não nos servem, a queixas e fofocas, então é hora de fazer a dança cósmica; quando a sua rotina já não o satisfazer, quando os seus pensamentos rotineiros o levarem a ansiedade, quando a solidão bater a sua porta, então é hora de se deixar morrer e se deixar fluir ao rio da vida. Como fazer isso? Encontrando o que lhe traz sentido, o que lhe ajuda a seguir em frente. Descobrindo o que o ajuda a desapegar de pensamentos, sentimentos e ações não mais desejados. Ouvindo a voz do silêncio que habita em todos nós. Olhando para o seu lado sombrio, vazio e sentindo o que você vem evitando há tanto tempo. Aceitando quem você é e começando a agir de uma forma diferente. Enfim, a morte se apresenta de diversas formas.

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Perceba quais são as folhas que precisam ser renovadas de sua árvore, quais as águas que estão paradas e se encoraje a mudar a rota. Se acolha. Dance com a morte para poder renascer de forma florida. Convoque a sua plateia interna e dance. Por último, lembre-se de se deixar morrer, antes que a vida o mate sem mesmo você ter tempo para viver.

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