Tecnologia: retrospecto dos últimos 50 anos e as próximas 5 décadas

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A palavra tecnologia refere-se à aplicação de um conhecimento técnico ou científico sobre um determinado assunto, podendo incluir informática, tecnologia, política, meio ambiente, entre outros. Apesar disso, é comum associar a ideia de tecnologia somente a computadores, a smartphones ou até mesmo a robôs, que fazem parte de uma área da informática que tem avançado significativamente nos últimos 50 anos.

Luzes de uma rede tecnológica em meio às luzes da cidade.

Esse avanço pode ser percebido pelo aumento da capacidade de armazenamento e pelas inúmeras funcionalidades dos computadores e dos smartphones mais recentes em comparação a cinquenta anos atrás, quando essa tecnologia era pouco desenvolvida. Uma evidência concreta dessa tendência de avanço tecnológico é a aproximação da data de vencimento da Teoria de Moore.

Criada pelo engenheiro estadunidense Gordon Earl Moore, a Lei de Moore — como é conhecida — define que o número de transistores em um chip dobraria a cada 18 meses, mantendo ou diminuindo o custo de produção e o espaço ocupado pela peça no produto final. Essa mudança é evidenciada pela variação de tamanho de celulares, por exemplo: em 1974, um celular chegava a medir 25 centímetros de comprimento e 7 centímetros de largura. O preço e a durabilidade da bateria são outros fatores que mudaram em 50 anos.

Aplicados em smartphones, relógios, automóveis e sistemas de segurança, esses chips, no entanto, dependem de silício para serem desenvolvidos. Atualmente, esse ingrediente está se tornando escasso, e seu uso, consequentemente, limitado. Além disso, o avanço da nanotecnologia tem se tornado uma opção mais eficiente e viável para inúmeras aplicações.

Laptop aberto em cima de uma mesa, rodeado por elementos de escritório. Na tela, aparecem gráficos e ilustrações.

Outras evidências do avanço da tecnologia nos últimos 50 anos foram apresentadas por especialistas na 5ª edição do Menos30 Fest, em uma palestra conduzida pelo jornalista Roberto Kovalick. O empresário Ian Black, o pesquisador Nívio Ziviani e Ralph Peticov, fundador do Hack Town, discutiram sobre como chegamos até o presente momento na tecnologia. Com o surgimento da internet, uma parte ainda restrita da população já poderia se conectar a um novo mecanismo de comunicação e de pesquisa. Nos anos 90, o surgimento da web permitiu que as pessoas buscassem pela informação e se comunicassem com o mundo, por meio do Google. Nos anos 2000, o Facebook e outras redes sociais trouxeram a solução para a necessidade de se comunicar e de interagir, assim como os smartphones o fizeram nos anos 2010.

Para os participantes do debate, a tecnologia se tornou uma forma de distribuição de conhecimento e de conexão entre as pessoas, ainda que alguns desafios tenham sido impostos para a sociedade. O risco de pessoas serem substituídas por robôs ou pela inteligência artificial, visto que a tecnologia é capaz de executar as funções que executamos de forma mais eficiente e rápida, é um exemplo dessa preocupação. Outra preocupação diz respeito à adaptabilidade da população ao avanço da tecnologia: é preciso se modificar de acordo com as novidades para estar integrada entre seus pares.

Celular aberto na tela de login do Facebook.

A tendência é a de que, nas próximas 5 décadas, a tecnologia alcance padrões mais altos de confiabilidade e de eficiência, não só no que diz respeito à informática, mas também na área da medicina, da geração de energia e da astronomia.

No que diz respeito à eficiência, a previsão do cientista alemão Wernher von Braun é de que viajar para outros planetas será uma possibilidade para quem deseja ir além da Terra. Outro cientista, de Harvard, James Bryant Conant, por outro lado, prevê que é o Universo quem vai agir sobre nós, na Terra: a energia solar será um dos principais meios de se obter energia elétrica, dizendo ainda que a energia nuclear se revelará um fracasso. Na área da medicina, acredita-se que a maioria das doenças terá uma cura desenvolvida e conhecida.

Quanto ao aumento da confiabilidade na tecnologia, uma pesquisa realizada em 2018 pela empresa estadunidense PSB revelou que 87% das pessoas entrevistadas esperam confiar mais em smartphones e 84% classificam que computadores e casas inteligentes serão mais relevantes daqui a 50 anos. Ou seja, além de acreditarem que os smartphones terão aspectos de segurança mais desenvolvidos, apostam que casas automatizadas e que respondem a comandos de voz serão mais importantes no futuro, assim como os computadores.

Homem com roupa branca e óculos futurista.

Também há esperança para a área da medicina, com 39% das pessoas acreditando que a área genômica — estudo do genoma dos seres vivos — será ainda mais avançada.

No entanto, cerca de 56% das pessoas entrevistadas pela PSB temem que a tecnologia restrinja as interações humanas. Ainda que bons resultados sejam esperados, também existe receio em relação ao desenvolvimento da tecnologia nos próximos 50 anos. Entre eles, estão a perda de privacidade, com sistemas de captação de dados e de vigilância cada vez mais presentes na tecnologia, e a dificuldade para conversar pessoalmente com outras pessoas, devido ao afastamento promovido pelos celulares e computadores.


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