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Sejamos sinceros: nós, motoristas ou passageiros de carros super-mega-híper cheios de pose, equipados, recheados de acessórios e recursos, usamos, mesmo!, toda aquela   parafernália eletrônica em favor do desempenho, do bem-estar, do entretenimento, da segurança? Mais: faz tanta diferença assim estar em determinado modelo, imponente, no lugar de outro, discreto?

A resposta é não e sim! Senão, vejamos algumas questões…

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Escolhemos um carro porque ele é mais potente, mas, na prática, temos onde utilizar essa fúria do motor e, mais importante do que isso, podemos botar para quebrar, sendo que o limite de velocidade permitido no Brasil é de 120 km/h?

Acho que não, mas é desafiador saber que, na hipótese de ter à mão um dos Porsche 911 Speedster da foto (um novo ou clássico, tanto faz), por exemplo, estaremos prontos para acelerar!

Sob o argumento de que são mais seguros, valentes, pau para toda obra, os SUVs estão  deixando para trás peruas, hatchs, sedãs, cupês e afins. Quantos motoristas largam o asfalto e realmente colocam seu brinquedinho invocado na lama, enfrentam terrenos inóspitos, atravessam riachos, sobem montanha?

Poucos, a bem da verdade, mas é seguro saber que, se e quando quisermos brincar de fazer safari, não ficaremos a pé…

Por que escolhemos um modelo médio ou grande, que ocupa mais espaço nas ruas, é  mais difícil de estacionar, se o carro irá servir a uma ou no máximo duas pessoas?

Porque é, digamos, confortável saber que, se e quando precisamos de espaço, não ficaremos encolhidos!

O apelo tecnológico é um dos maiores atrativos para o comprador, desde os modelos mais básicos até os mais sofisticados. Salvo a sincronização do celular com o sistema de conectividade do carro, quem realmente tem disposição de decifrar todos aquelas comandos, que muitas vezes aparem uma cabine de avião?

Poucos, alguns, mas é bom saber que, se e quando quisermos brincar, estaremos aptos!

Porsche 911 Speedster: clássico da montadoraPorsche/Divulgação

A escolha da cor do carro por parte do comprador tende a obedecer a uma lógica comercial ultrapassada. Os tons mais sóbrios são tidos como melhores aceitos em uma futura revenda. Com o fim da era em que os automóveis eram reserva de valor, uma espécie de poupança, vale a pena abrir mão de circular pelas vias com uma “roupa” mais alegre, que o deixará mais feliz, sendo que o bem vai desvalorizar mesmo, seja lá qual for a sua cor?

Não, mas é prudente saber que, se e quando precisarmos abrir mão do bem, estaremos prontos para perder menos!

E por aí vai…

Tudo isso para dizer que, sim, sabemos, carro é sonho, desejo, fantasia e uma série de aspectos subjetivos. Mas também é racionalidade, sensatez e outra série de aspectos objetivos. Quando se consegue conciliar estes dois pontos, é o melhor dos mundos.


Chico Barbosa é jornalista, escritor e editor da CBNEWS. Instagram: @chico.barbosa





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