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De muitas personalidades que não estão mais entre nós a memória coletiva guardou apenas os feitos grandiosos – dos deslizes quase ninguém lembra. Parece que isso está mudando. Mesmo esmaecidos pelo passar dos anos, desvios cometidos por ícones do passado têm colocado o legado deles em xeque. Sobrou para Picasso, por exemplo, hoje visto como um monstro pelas feministas em razão do assédio moral que direcionava às mulheres de seu círculo. Morto há exatos dez anos, Michael Jackson não teria como ser poupado desse movimento.

Desde sua morte, em 25 de junho de 2009, aos 50 anos, por overdose de anestésico hospitalar, os responsáveis pelo legado do cantor fizeram de tudo para manter a barreira de fumaça que sempre o protegeu das recorrentes acusações de abuso sexual de crianças. Mas o mundo mudou muito desde então. Veio o chamado empoderamento feminino, o movimento #MeToo e a queda de figuras tidas como intocáveis como o produtor Harvey Weinstein e o ator Kevin Spacey.

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Lançado em março, o documentário “Deixando Neverland”, com depoimentos de meninos que cresceram às voltas de Michael, confirma o que sempre se suspeitou. Em razão disso, os criadores de Os Simpsons tiraram de circulação um velho episódio com o cantor. Em fevereiro, o musical “Don’t Stop ‘Til You Get Enough”, que retrata a trajetória de Michael nos palcos, teve a pré-estreia em Chicago cancelada.

A alegação foi uma greve local de atores. A estreia agora, na Broadway, está prevista para a metade do ano que vem. Até lá a imagem do inventor da música pop, que chegou a ombrear em importância com Frank Sinatra e Elvis Presley e vendeu 100 milhões de cópias de “Thriller”, poderá ter melhorado. Ou piorado ainda mais.

Põster do musical sobre Michael JacksonDivulgação



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