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Écomum encontrar com mulheres de todas as idades usando camisetas com estampas que dizem algo como “lute como uma menina”. Artistas de televisão, cantoras, modelos e jornalistas costumam mostrar, em suas redes sociais, que apoiam pautas feministas, prezando pela equidade entre homens e mulheres.

Infelizmente, há também as pessoas que condenam as mulheres que se definem como feministas. O termo “feminazi” e referências grosseiras à aparência de mulheres que não seguem um padrão de beleza imposto pela mídia são recorrentes na internet e em conversas de pessoas que ainda não entenderam muito bem o que o feminismo prega.

Não há problema em não compreender a luta das mulheres. Nem mesmo elas nasceram sabendo que deveriam lutar por direitos iguais e por liberdade de serem quem quiserem ser. O feminismo começou com manifestações pelo direito das mulheres ao voto, ao estudo e ao trabalho — como forma de obter independência financeira de seus maridos e de seus familiares.

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Sutiãs foram queimados para mostrar que não deveriam existir imposições sobre o que mulheres devem vestir ou sobre como elas devem aparentar. O voto passou a ser universal e, perante a lei, as mulheres são livres como os homens. No mercado de trabalho e nas escolas, é possível ver a presença do sexo feminino, sobretudo ao pensarmos em mulheres brancas de classe média ou alta.

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Seria equivocado afirmar que as mulheres não acumulam conquistas graças ao movimento feminista. Com o desenvolvimento da pílula anticoncepcional, por exemplo, muitas mulheres puderam controlar os próprios corpos e definir quando teriam filhos, sem depender exclusivamente da vontade de um parceiro. Apesar disso, as mulheres não conquistaram tudo.

Multidão de mulheres jogando sutiãs para o alto.

Antes de analisar as demandas da atualidade do feminismo, é preciso compreender que há diferenças entre as mulheres que dizem respeito à classe social, à sexualidade, à raça e à etnia. Em um mundo com desigualdades estruturais, o gênero é mais uma entre tantas. É nesse ponto que uma mulher branca é mais privilegiada que uma mulher negra ou que uma mulher indígena; ou que uma mulher rica é mais privilegiada que uma mulher pobre.

Essas questões, que antes eram menos discutidas pela sociedade, agora fazem parte de inúmeras discussões. O feminismo não pode lutar somente pelo direito de mulheres não se depilarem, usarem as roupas com as quais se sentem confortáveis, serem ouvidas, serem tratadas com igualdade no mercado de trabalho, serem valorizadas em suas áreas de estudo, caminharem pela rua sem o medo de serem agredidas ou serem capazes de se relacionar com a pessoa que amam sem medo.

O feminismo deve lutar também pelo fim das desigualdades de raça, de classe social e de sexualidade. Somente dessa forma seria possível atingir a equidade entre mulheres e homens. Apesar das diferenças entre cada pessoa, todas elas teria, as mesmas oportunidades e os mesmos direitos, sem serem julgadas ou recriminadas por suas escolhas.

Enquanto uma mulher se sentir sozinha, menosprezada, invalidada, reduzida, culpabilizada, agredida, julgada ou como se não pudesse fazer alguma coisa somente por ser mulher, não será coerente afirmar que as mulheres podem parar de lutar. Mas como deve se estruturar essa luta? O que as mulheres devem fazer? E qual é o papel dos homens? Quando deve começar essa luta?

Ilustração de três mulheres negras.

A resposta está na educação e na conscientização. A desigualdade se perpetua na sociedade por meio da repetição e reprodução de preconceitos que fazem parte da tradição dos povos. O que um dia foi entendido como válido, como piadas menosprezando mulheres, tornou-se inaceitável. Separações entre meninos e meninas, com brinquedos para um e brinquedos para outro ou com diferentes oportunidades de acordo com o gênero também são responsáveis por fortalecer o patriarcado e o machismo.

Cabe aos familiares, primeiramente, servir como exemplo. Durante eventos de família, é importante que homens e mulheres desenvolvam as mesmas tarefas, que as mulheres sejam ouvidas durante uma conversa e que elas possam dizer alguma coisa sem serem interrompidas ou invalidadas. Os parentes devem atuar na criação de forma equivalente, sem que um homem desempenhe menos que uma mulher, por exemplo, em uma relação heteronormativa.

Se a pessoa responsável pela criação de uma criança não impõe diferenças em relação aos esportes que ela pode praticar, em relação às roupas que ela pode vestir, em relação aos amigos e às amigas que ela pode ter, em relação a quem ela pode amar ou em relação a como ela deve se parecer, a criança entenderá que essas diferenças não existem.

Mulheres andado abraçadas.

É preciso que as crianças sejam estimuladas a ver o mundo com os olhos do respeito, da igualdade e da compreensão. Elas precisam compreender que há diferenças entre cada pessoa, mas que isso não as torna melhores ou piores. Uma menina deve ser estimulada e incentivada a fazer o que quiser, assim como um menino é, e a independência sempre deve ser enaltecida.

Mostre para a sua filha que ela é capaz de ajudar outras pessoas, de ouvir, de ser quem ela é, apesar das críticas que pode receber, e de conquistar seus sonhos e objetivos. Mostre para o seu filho que ele precisa respeitar todas as pessoas da mesma forma, sem tratar as meninas de um jeito e os meninos de outro.

É por meio da mudança da mentalidade que será viável promover mudanças em escala micro, para que então as crianças cresçam e lutem por seus direitos em escala macro. O futuro da sociedade depende das pessoas jovens, mas também do desejo das pessoas maduras de reaprender sobre como o mundo deve ser.

Escrito por: Juliana Gravalos Benini da equipe EuSemFronteiras

O post Lute como uma mulher. Crie meninas independentes. apareceu primeiro em Eu Sem Fronteiras.



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