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Valquíria estava apreensiva quando entrou na sala do gastroenterologista, trazendo em mãos o resultado de um exame que nunca havia feito antes (colonoscopia) e, após outro exame para confirmação (ressonância magnética), as palavras do médico soaram feito uma bomba: “Você tem uma obstrução intestinal causada por endometriose e precisamos fazer uma cirurgia o quanto antes. Vou reservar UTI por precaução e talvez você precise usar uma bolsa de colostomia”. Alguns dias depois, o processo cirúrgico foi realizado e Val acordou no quarto do hospital já com uma bomba de morfina interligada por um fio à coluna vertebral e, para seu desespero, uma bolsa do lado esquerdo do abdome. Foram retirados 25 centímetros do intestino, que foi grampeado com titânio; também foram retirados focos de endometriose do apêndice e do útero. Só depois ela soube que, apesar de a bolsa ser a mesma usada para colostomia, apenas coletava secreções provenientes da cirurgia por meio de um dreno, ufa!

Mulher sentada em consultório enquanto médico analisa os resultados de exames.

Val procurou o médico com queixa de desconforto abdominal leve, nem dor sentia, mas sentiu cólicas terríveis ao longo da vida e como todo mundo ao redor dizia “Isso é normal, é coisa de mulher” também acreditou.

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Cólica menstrual, ou dismenorreia, é um dos principais sintomas de endometriose, uma doença crônica que ainda não tem cura e atinge mais de 7 milhões de brasileiras, de acordo com o Gapendi – Grupo de Apoio às Portadoras de Endometriose e Infertilidade.

A cólica da endometriose é intensa e incapacitante, muitas vezes prejudicando o trabalho e os estudos. Contudo, é facilmente confundida com a cólica regular das mulheres como parte do período menstrual.

Mas o que é endometriose?

Médico usa uma caneta e um útero de plástico para explicar a endometriose.

O tecido que reveste o útero é chamado de endométrio e é eliminado na menstruação, porém fragmentos desse tecido podem seguir em direção às tubas uterinas (trompas) e alcançar a cavidade abdominal, essa teoria é conhecida como menstruação retrógrada. Uma vez na cavidade abdominal, as células do endométrio implantam-se em locais como bexiga, intestino, parte externa do útero, entre outros órgãos, podendo se desenvolver sob a ação dos hormônios femininos. Algumas mulheres possuem menstruação retrógrada, mas não desenvolvem endometriose.

Quais os sintomas?

Mulher na rua sente cólicas e coloca a mão sobre a barriga.

Os sintomas mais comuns são:

  • Dor pélvica (dismenorreia) antes ou durante o período menstrual.
  • Dor durante a relação sexual (dispareunia).
  • Infertilidade e/ou dificuldade para engravidar.
  • Algumas mulheres são assintomáticas.

Quais órgãos a doença pode atingir?

Além do útero, a endometriose pode acometer ovário, bexiga, cavidade abdominal, pulmão, canal vaginal, reto, nervo ciático e até os olhos. É preciso investigação de um profissional especializado.

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Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico pode ser feito por meio de exames clínicos, laboratoriais e de imagem, como ultrassom endovaginal, ressonância magnética, colonoscopia ou marcador tumoral CA-125. Em alguns casos, dependendo da extensão ou da gravidade, pode ser feita a laparoscopia exploratória. Infelizmente o diagnóstico pode demorar até dez anos, e as portadoras procuram vários especialistas até ter a confirmação da doença.

Como é feito o tratamento?

Imagem ampliada de um médico usando jaleco e um estetoscópio apoiado sobre os ombros.

O tratamento pode ser:

  • Cirúrgico: são removidos os focos da doença e/ou órgãos afetados;
  • Medicamentoso: com uso de hormônios;
  • Tratamento necessita de uma equipe multidisciplinar, e deve ser feita uma mudança nos hábitos de vida: atividade física, alimentação, uso de suplementos e/ou fitoterápicos colaboram para melhoria de qualidade de vida da portadora.

Não é “normal” sentir cólica incapacitante que atrapalha sua rotina. Converse com seu ginecologista, procure um especialista ou seu médico de confiança.

O post Cólica Intensa Pode Ser Endometriose! apareceu primeiro em Eu Sem Fronteiras.



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Joana Sobrinho
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