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São Paulo – O melanoma é um dos tipos de câncer de pele que, para algumas pessoas, pode passar despercebido – especialmente por sua aparência ser, de início, inofensiva como uma pinta no ombro. Com isso, a demora no tratamento reduz as chances de cura.

Para tentar melhorar as abordagens, o tratamento e evitar a progressão da doença, investigadores do Instituto Babraham, da empresa biofarmacêutica Astrazeneca e do Cancer Research UK Cambridge Centre, na Inglaterra, desenvolveram uma abordagem que consegue destruir as células do melanoma e fazer com que o corpo resista menos ao tratamento.

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Publicado na revista Nature Communications, o estudo apresenta uma abordagem paralela aos tratamentos que já existem, e os responsáveis pela nova abordagem acreditam que ela também possa ajudar a combater os tipos de câncer que já estão em fase mais avançada, mesmo após terem se tornado resistentes aos tratamentos usuais. Em todo o Reino Unido, a taxa de sobrevivência do melanoma aumentou cerca de 55% nos últimos anos – por ano, 16 mil pessoas são diagnosticadas com a doença.

Os pesquisadores analisaram que a proteína MCL1, que garante a sobrevivência das células cancerígenas, pode ser bloqueada pelo composto experimental chamado AZD5991, em combinação com outros medicamentos já conhecidos, como o inibidor Vemurafenibe. A ação foi testada em laboratório e o composto conseguiu desativar o sistema de sobrevivência e as eliminou, tendo assim um efeito duplo sobre a progressão do câncer. Os medicamentos também funcionaram nas doenças mais avançadas, onde o tamanho dos tumores foi significativamente reduzido – quase que por inteiro.

Matthew Sale, um dos principais investigadores e membro do Instituto Babraham, disse em comentário no estudo que a pesquisa demonstra as vulnerabilidades das células e representa um avanço na medicina da área: “O estudo demonstrou que as células do melanoma são viciadas na proteína MCL1 para a sobrevivência, mas apenas quando são tratadas com as drogas do melanoma existentes”, afirmou.

Duncan Jodrell, do Cancer Research UK Cambridge Centre, um dos participantes do estudo, destacou que o objetivo é procurar reduzir o número de casos ao redor do mundo e descobrir formas mais eficazes de tratar a doença: “Este trabalho destaca a importância de realizar uma investigação colaborativa como esta, uma vez que pode conduzir a novas formas de combater o cancro, em particular os que são difíceis de tratar. O nosso trabalho também mostra o valor dos cientistas em laboratórios de ciências básicas que trabalham em estreita colaboração com especialistas em desenvolvimento de medicamentos e cientistas da indústria, o que é fundamental se quisermos encontrar melhores tratamentos para as pessoas afectadas pelo câncer”, disse Jodrell em comentário sobre a pesquisa.



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Joana Sobrinho
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